Projetos construtivos: MINAS PROGRAMAM?

Todos sabemos que a referência em trabalhos ou estudos de exatas e tecnologia são os homens, mas por quê? Por que vemos mais homens do que mulheres em áreas como a programação? Mulheres programam? Respondendo a essa dúvida, trouxe até todas nós este projeto incrível de mulheres para mulheres que se chama: MINAS PROGRAMAM.

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Antes de falar sobre o projeto, você sabia que o primeiro programador do mundo foi uma mulher? Ada Lovelace foi uma matemática e escritora inglesa. Hoje é reconhecida principalmente por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage. Durante o período em que esteve envolvida com o projeto de Babbage, Ada Lovelace desenvolveu os algoritmos que permitiriam à máquina computar os valores de funções matemáticas, além de publicar uma coleção de notas sobre a máquina analítica. Por esse trabalho é considerada a primeira programadora de toda a história. Incrível mulherada!

Hoje, ainda, quando pensamos no perfil de uma pessoa da área de exatas e tecnologia, quase sempre visualizamos um homem. Não há campos de atuação onde as mulheres estejam livres de machismo, mas no mercado de TI o predomínio masculino é latente. Esse predomínio tende a ser naturalizado culturalmente, de forma que pensemos que homens são biologicamente mais aptos para programar e mulheres mais adequadas a relações interpessoais. Mas, como é sabido, mulheres não são naturalmente inferiores aos homens em nenhuma função. Tais inferioridades (ou supostas aptidões) são construídas socialmente e limitam o escopo de atuação da mulher desde o seu desenvolvimento na infância. Mães e pais não sonham que suas filhas se tornem programadoras, tampouco as meninas encontram muitas referências femininas nas áreas de exatas.

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Assim, a falta de estímulo e de referências não gera motivação e acaba por compor o quadro de ausência de mulheres na tecnologia.

Como vemos

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep:

  • Dos 1.683 engenheiros da computação formados em 2010, apenas 161 eram mulheres;
  • Dos 7.339 formados em ciências da computação no mesmo ano, somente 1.091 eram programadoras;
  • Em 2015, de um total de 330 ingressantes dos cursos de Computação da USP, apenas 38 eram mulheres;
  • Dos 300 mil profissionais registrados no CREA-SP (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia de SP), apenas 16,3%, 49 mil, são mulheres;
  • A participação das mulheres na ciência da computação caiu de quase 37%, em meados dos anos 80, para 17% atualmente.

A quantidade de mulheres nas ciências, tecnologia, engenharia e matemática afeta diretamente a maneira com que as mulheres e suas ideias são representadas. Enquanto o número de mulheres que sabe programar continuar tão pequeno, mais difícil será garantir a inclusão das nossas pautas na produção.

Então, pensando em como a programação pode ter um papel importante para o empoderamento feminino, surgiu o #MinasProgramam pelas mãos de: Ariane Cor, Bárbara Paes Fernanda Balbino. O projeto vem para ajudar a desconstruir a noção de que os homens são mais aptos a programar. A iniciativa do projeto quebra totalmente o paradigma de que mulheres não são boas em programação, mostrando que uma mulher pode fazer qualquer coisa e que não existem áreas para mulheres ou áreas para homens, todos somos livres para escolher e fazer o que gostamos independente do gênero de cada um. A ideia é promover um espaço de formação básica para mulheres que queiram saber mais sobre programação, mas não sabem por onde começar.

O projeto conta com o curso de programação básico para mulheres, ensinado por mulheres. Debates com temas relacionados à mulher e à tecnologia, oficinas e palestras de mulheres que trabalham ou estudam com áreas de tecnologia.

Para quem se interessou no projeto e quer saber mais, deixei o link do site para vocês entrarem em contato.

O que acharam? Mulheres podem programar? Comentem suas opiniões!

MINAS PROGRAMAM